Vereadores aprovam lei do orçamento impositivo

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Em primeira votação realizada na noite de terça-feira, dia 27, os vereadores trirrienses aprovaram por unanimidade, mudança na Lei Orgânica do Município, incluindo o orçamento impositivo. A mudança obriga o Poder Executivo a executar 1,2% do orçamento de acordo com as emendas que serão apresentadas pelos vereadores.

Durante a discussão do projeto, vários vereadores se manifestaram otimistas com a mudança, que possibilitará com que cada vereador possa atender parte das demandas que lhe são apresentadas.

Estima-se pelo último orçamento municipal que, cada vereador poderá indicar cerca R$ 200 mil de emenda por ano, sendo que metade deste valor, ou seja, R$ 100 mil serão destinados obrigatoriamente para a saúde.

“Os vereadores são constantemente cobrados pela população por diversas melhorias em várias áreas do serviço público e, muitas vezes, essas demandas não são atendidas. Essa lei possibilitará a cada vereador atender parte desta demanda, fazendo com que efetivamente a vontade popular seja efetivada através de seus representantes”, explicou o vereador Fabiano Oliveira.

Já o vereador Juarez de Souza, entende que esta simples medida vai auxiliar no serviço prestado pelo Poder Executivo. “Como foi dito pelo Fabiano, nossa intenção é ajudar à população trirriense. Às vezes, o Poder Executivo tem uma prioridade que nem sempre é a prioridade da população. A construção de uma praça em determinado bairro, por exemplo, pode ser muito mais significativo pra eles do que a reforma de uma rua no Centro da cidade. E um vereador pode indicar este serviço. O valor é pouco para atender aos pedidos que recebemos no dia-a-dia, mas já damos um pontapé para realizarmos as benfeitorias”, justificou Juarez.

Dada a importância do projeto, o presidente da Casa Legislativa, Nilcélio Sá fez a chamada nominal para a votação. “Este é realmente um momento histórico na Câmara de Vereadores. Precisamos entender o alcance deste projeto que vai beneficiar toda a população trirriense. Pode ser insuficiente para atender todas as demandas, mas nos ajudaria em muitas conquistas. Eu poderia, por exemplo, ter comprado uma ambulância no governo anterior para a Secretaria de Saúde. O vereador Rafael Brasiel poderia ter comprado a peça e impedido que o Hemonúcleo fechasse. Como já foi falado, não queremos mandar no Poder Executivo, mas auxiliá-lo”, disse Nilcélio Sá.

O projeto segue para segunda votação, após cumprir o período de interstício.