LEI Nº 4.222 | Desafeta e autoriza concessão de uso de área do Município de Três Rios para a instalação e operação de atividades de interesse municipa

LEI   Nº  4.222  DE  23  DE   JULHO  DE   2015.

Desafeta e autoriza concessão de uso de área do Município de Três Rios para a instalação e operação de atividades de interesse municipal e dá outras providências.

 

A CÂMARA MUNICIPAL DE TRÊS RIOS DECRETA E EU SANCIONO A SEGUINTE LEI:

 

DAS DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 1º – Fica desafetada a seguinte área de trecho da Rua A, no Bairro Pilões:

– “Uma área de terras, semiplana, formato irregular, vegetação rasteira, descrita da seguinte forma: do ponto A ao ponto B, na extensão de 10,00ms, confrontando com a Rua “Projetada A”; do ponto B ao ponto E, em curva, na extensão de 24,50ms, confrontando com a área B; do ponto E ao ponto F, na extensão de 22,50ms, confrontando com a Rua “B”; do ponto F ao ponto A, na extensão de 6,50ms, confrontando com a área “B”; totalizando a superfície de 189,87m2 (cento e oitenta e nove metros quadrados e oitenta e sete decímetros quadrados).”

 

Art. 2º – Fica autorizada a concessão de uso de área municipal, de parte do seguinte bem imóvel do Município à Igreja Assembleia de Deus da Vila Isabel:

– “Uma área de terras descrita nos autos dos processos administrativos nº 204/2015 e 10.715/2015, com superfície de 486,12m2 (quatrocentos e oitenta e seis metros e doze decímetros quadrados) no Bairro dos Pilões, desmembrada da área prevista no processo nº 3.603/1990, matrícula 13.352 do livro AX, no Loteamento Vale dos Pilões, para a instalação e funcionamento de obras sociais, cursos de bordados, corte e costura, aulas de violão e de teclados, distribuição de gêneros alimentícios, roupas e calçados (processos administrativos nº 2004/2015 e 10.715/2015).

  • – O uso de tal bem poderá ser concedido diretamente pelo Município e observará condições e obrigações por parte da concessionária, firmados em competente termo administrativo, no qual constará, entre outras, as seguintes cláusulas:

I        – A utilização da área concedida somente para instalação e operação, bem como suas respectivas infraestruturas e equipamentos necessários ao atendimento às ações previstas neste artigo, nos limites da autorização legal;

II      – Iniciar as instalações aprovadas no prazo máximo fixado no termo, contados da data da lavratura do Termo de Concessão de Uso, podendo ser prorrogado por igual período, mediante solicitação expressa da concessionária e autorização do Chefe do Executivo;

III    – Não realizar qualquer instalação nova ou benfeitoria nas áreas cedidas, ressalvadas as descritas no inciso I, sem prévia e expressa aprovação do Município;

IV     – Não utilizar a área cedida para finalidade diversa da estipulada nesta lei;

V       – Não ceder a área a terceiros, a que título for, salvo na hipótese de prévia e expressamente autorizada pelo Município e para finalidades relativas à atividade autorizada;

VI     – Responsabilizar-se por quaisquer danos de ordem material ou moral decorrente dos usos de seus equipamentos nas áreas concedidas, inclusive perante terceiros;

VII    – Obedecer à normatização vigente relacionada às obras, meio ambiente e à atividade a ser exercida;

VIII  – Ao término do prazo da concessão, sem que haja prorrogação, devolver a área ao Município, sem necessidade de notificação judicial ou extrajudicial, livre de coisas e pessoas;

IX     – A concessão poderá ser revogada a qualquer momento, de forma unilateral, por conveniência ou oportunidade da Administração Municipal, sem ônus para esta, sujeitando-se a concessionária à devolução da área por ela utilizada, sem direito a retenção ou indenização, e rescindida nos casos de:

  1. Não cumprimento de qualquer das obrigações previstas nesta lei;
  2. Dissolução, falência ou concordata da concessionária.

 

X       – Responsabilizar-se pelas despesas ordinárias referentes ao consumo de água, energia elétrica e demais ônus relacionados à área concedida;

XI     – Facultar à concedente examinar ou vistoriar as áreas da concessão de uso, sempre que entender conveniente.

  • 2º – A concessão de uso de área prevista nesta lei poderá ser outorgada sem ônus ao concedente.

 

DA VIGÊNCIA

 

Art. 3º – O prazo da concessão de uso será de dez anos, a contar da assinatura do respectivo termo.

Parágrafo Único – O prazo previsto no caput deste artigo poderá ser prorrogado por iguais e sucessivos períodos, mediante manifestação prévia da concessionária e anuência do concedente, mediante termo aditivo.

 

 

DA RESCISÃO

 

Art. 4º – A transgressão ao disposto nesta Lei, ou nas normas aplicáveis à espécie, implicará na rescisão do contrato, com a desocupação da área no prazo fixado.

 

DA REVOGAÇÃO

 

Art. 5º – Revogada a concessão, as dependências serão restituídas ao concedente, independentemente de qualquer providência judicial ou extrajudicial, não cabendo à concessionária indenização por quaisquer melhorias que tenham sido realizadas na área, ressalvado o direito de retirar as instalações consideradas removíveis e à mesma pertencente.

 

Art. 6º – Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

 

Art. 7º – Revogam-se as disposições em contrário.

 

 

Vinícius Farah

Prefeito