Fisioterapeuta e vereador Juarez da Saúde apresenta relato de experiência em congresso

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No último dia 29, Juarez de Souza (Juarez da Saúde), participou do 12° Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva e apresentou um relato de experiência de nossa cidade, com o título: Implementação do processo de triagem e regulação do acesso ao serviço de reabilitação física no município de Três Rios, Rio de Janeiro.

O fisioterapeuta que é servidor e está Vereador no município, relatou que esse trabalho é desdobramento do Protocolo de Acesso desenvolvido no seu curso de Mestrado em Saúde e Tecnologia na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, em 2015.

Na época, a pesquisa revelou uma desarticulação do serviço de reabilitação física com as unidades básicas de saúde no município. A partir daí o objetivo do trabalho foi em desenvolver um protocolo orientado a partir de um fluxograma, com a atenção básica sendo a porta de entrada para o serviço. Desde setembro de 2017, o protocolo vem sendo implantado.

“Anteriormente, o usuário buscava pelo serviço de reabilitação física diretamente nos ambulatórios de fisioterapia. E ficavam aguardando respeitando apenas a ordem cronológica, quando não se perdiam as referências do paciente pela precariedade nas anotações.”

Atualmente, o paciente procura a unidade básica mais próxima de sua casa onde será agendado uma consulta de triagem com os profissionais fisioterapeutas do Núcleo de Apoio a Saúde da Família (NASF). Posteriormente, os dados do paciente são inseridos a um sistema de regulação o qual ajuda a organizar a fila de espera e com certa garantia que a tecnologia oferece em armazenar essas referências, evitando que sejam perdidas.

“Esse momento da consulta de triagem com o fisioterapeuta nas UBS permite um primeiro contato com o profissional, que além de classificar as prioridades, também já dão orientações relevantes para os usuários que podem ir realizando alguns cuidados em casa enquanto aguardam a vaga no ambulatório. Muitos relatam melhoras com essas orientações que deixam de ter a necessidade de ir para o serviço ambulatorial. É importante destacarmos que estamos falando de um serviço altamente demandado com um número de profissionais limitados.”

Com a organização e a utilização do sistema de regulação, foi possível identificar os casos de maior prioridade: traumas, pós-operatórios e os casos neurológicos, principalmente o Acidente Vascular Encefálico (AVE).

“O uso do sistema de regulação, permitiu dar luz ao tema. Hoje conseguimos identificar a demanda para o serviço que é crescente, em razão do próprio perfil epidemiológico no município: as causas externas (lesões por traumas e as violências), as causas por problemas circulatórios (AVCs) e os casos crônicos dado o envelhecimento da população. Todos os usuários que passaram por algum problema desse vai demandar o serviço de reabilitação física.”

Essa organização também revelou a idade e o sexo que mais buscam o serviço, as unidades e os casos que mais são procurados.

“Ainda estamos longe de resolver o problema que é o longo tempo de espera, mas agora temos dados que se transforma em informações para a gestão tomar as decisões e ir melhorando o serviço. Assim, agradeço aos profissionais fisioterapeutas e demais profissionais da atenção básica que estão colaborando muito para o serviço. E parabenizo o prefeito Josimar Salles, aos gestores da saúde a época da implementação, e atualmente a Secretária de Saúde Alessandra, que tiveram a sensibilidade e a coragem, em um momento de crise, colocar luz no tema e conhecer a real dimensão do problema.”