Câmara de Vereadores atua no impasse entre Transa e Governo do Município

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Eleitos para representar a população trirriense, no período entre 2017 e 2020, os vereadores trirrienses tiveram uma prova de fogo nesta semana: Com as atividades paralisadas por conta da situação financeira que a empresa Transa Transporte Coletivo apresenta, os 350 funcionários não saíram da garagem na quarta-feira, 1º de fevereiro, deixando cerca de 20 mil moradores sem transporte.

Preocupados com a situação, os vereadores Nilcélio Sá, Fabiano Oliveira, Rogério Camarinho, Juarez da Saúde, Rozemar Guezo, Jonas Dico e Robson dentista foram à garagem da empresa negociar o retorno ao trabalho. “O clima era de tensão, os funcionários preocupados com possíveis demissões por conta da situação financeira, o empresário sem saber o que fazer e nós, representando a população que precisava do transporte. Na verdade, fomos os fiadores para que eles voltassem ao trabalho, porque garantiram que retornariam com a certeza do reajuste da tarifa”, resumiu o presidente da Câmara de Vereadores, Nilcélio Sá.

Entre conversas, reuniões, solicitações, reclamações dos funcionários e da diretoria e a solução do problema, foram sete horas de paralisação. “Com o nosso envolvimento, conseguimos reduzir a paralisação deles. E por questões logísticas, retornaram às 14h. Entendemos a situação da empresa, dos funcionários, do empresário que vivenciou uma situação difícil sem reajuste nos últimos oito anos, mas fomos eleitos para representar a população e foi isso que fizemos, reivindicando a volta da circulação dos ônibus”, garantiu o vereador Fabiano Oliveira.

Além de conversar com os funcionários e a diretoria da empresa, os vereadores tiveram reuniões com promotores, juízes e o prefeito Josimar Salles, orquestrando a situação. “No fim do dia participamos de uma reunião com o promotor Vinícius Ribeiro, o juiz Eduardo Buzzinari e o prefeito, e pudemos enfim, formalizar o reajuste da passagem que vai para R$ 2,20 na próxima segunda-feira (6), e a licitação que acontece em 180 dias. De verdade, estou satisfeito com a atuação da Câmara de Vereadores, que de fato lutou pela população trirriense e conseguiu um resultado positivo. Embora não seja nossa responsabilidade o reajuste da passagem, entendemos que era necessário para que o serviço fosse restabelecido”, disse o presidente.

Ainda de acordo com Nilcélio Sá, durante todo o mês, o prefeito estava tentando solucionar a situação. “O prefeito estava sensível a essa questão. Com a paralisação dos funcionários, ficou difícil retomar a conversa. Mas o diálogo seria restabelecido após retorno ao trabalho e todos entraram num consenso”.